"Vejo o pedreiro à chuva a abrir aquedutos para o coração
Vejo o pastor a alinhar orifícios na cana do junco
Vejo os gestos do mudo dispondo o silêncio."
(DF-273)
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
You go to my head
Billie Holiday
You go to my head
You linger like a haunting refrain
And I find you spinning round
In my brain
Like the bubbles in a glass of champagne
You go to my head
Like a sip of sparkling burgundy brew
And I find the very mention of you
Like the kicker in a julep or two
The thrill of the thought
That you might give a thought
To my plea, casts a spell over me
Still I say to myself
Get ahold of yourself
Can't you see that it never can be
You go to my head with a smile
That makes my temperature rise
Like a summer with a thousand Julys
You intoxicate my soul with your eyes
Though I'm certain that this heart of mine
Hasn't a ghost of a chance
In this crazy romance
You go to my head, you go to my head
Though I'm certain that this heart of mine
Hasn't a ghost of a chance
In this crazy romance
You go to my head, you go to my head
You go to my head
You linger like a haunting refrain
And I find you spinning round
In my brain
Like the bubbles in a glass of champagne
You go to my head
Like a sip of sparkling burgundy brew
And I find the very mention of you
Like the kicker in a julep or two
The thrill of the thought
That you might give a thought
To my plea, casts a spell over me
Still I say to myself
Get ahold of yourself
Can't you see that it never can be
You go to my head with a smile
That makes my temperature rise
Like a summer with a thousand Julys
You intoxicate my soul with your eyes
Though I'm certain that this heart of mine
Hasn't a ghost of a chance
In this crazy romance
You go to my head, you go to my head
Though I'm certain that this heart of mine
Hasn't a ghost of a chance
In this crazy romance
You go to my head, you go to my head
domingo, 4 de setembro de 2016
MF27. Lucia Moholy, 1894-1989 (antiga Checoslováquia)
A viragem do século, a revolução da fotografia, as duas guerras mundiais, tudo juntou e ao mesmo tempo separou tudo de todos, e uns dos outros. Saiu da sua terra natal para acompanhar o seu marido que foi leccionar para a Bauhaus. A segunda grande guerra foi um momento de exílio, mas separados um do outro, marido e mulher. Lucia Moholy fez um trabalho gigantesco nos livros que publicou, de história e retrospectiva fotográfica, numa leitura mundial. Ainda hoje são obras incontornáveis para o estudo da arte. Reformou-se e foi viver para a Suíça, onde veio a morrer. A foto que publico é bela e é o retrato de Otti Berger
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Já não sou.
Ainda não chegou o meu tempo.
O meu tempo há-de chegar.
O meu tempo já passou.
Já não chego.
Jà não sou.
O meu tempo há-de chegar.
O meu tempo já passou.
Já não chego.
Jà não sou.
sábado, 6 de agosto de 2016
MF26. Jill Greenberg, 1967- (EUA)
Se há fotógrafos cultores da realidade intocada, do objecto como ele é, também os há como esta artista, que se especializou em provocar efeitos até nos seus modelos, desde sofrimento a privação propositada em crianças. São bem conhecidos os seus retratos de crianças a chorar ou em desespero. Hoje em dia ensina-se em fotografia o “efeito Greenberg”, como técnica de pós-produção, ou photoshop - de que é pioneira, desde 1990, quando foi lançado no mercado -, para obter o resultado plástico que a define. No entanto, como ela própria de resto afirma, há um trabalho intenso e aturado de estúdio e iluminação primeiro; nem tudo é efeitos especiais.
sábado, 30 de julho de 2016
Sobre L’Annonce faite a Marie, de Paul Claudel
Violaine é filha de um lavrador abastado e despede-se com um beijo de um hóspede leproso no momento da partida, contraindo a doença. É vista no acto pela sua irmã Mara. Nesse mesmo dia, o pai de ambas anuncia que parte para Jerusalém e que quer que Violaine se case com Jacques, vizinho tratado por ele como um filho. Só que Mara está apaixonada por Jacques e vai fazer tudo para destruir o noivado. Então vai contar o episódio do beijo a Jacques, semeando-lhe a dúvida dentro. Ele confronta Violaine, que confirma tudo, após o que é expulsa de casa e entregue a uma leprosaria. Jacques deixa-se tomar pelo horror da doença e opta pelo caminho mais curto. Mara fica com o caminho para Jacques desimpedido, como ela queria. Passados sete anos, Mara vai visitar a irmã, que à reclusão entretanto juntou a cegueira. O impossível acontece quando pela visita de Mara Violaine fica curada da lepra e volta a ver. Em vez de ser uma boa notícia para a irmã, contudo, multiplica-se o ódio e o ciúme. O milagre passa-lhe totalmente ao lado.
Eu gosto muito desta pequena peça de teatro de Paul Claudel pelas implicações a um tempo humanas e sagradas que tem. A frase que mais perto do fim cabe a Violaine, “perdoem-me se fui feliz” é avassaladora. A cobiça, inveja e ciúme de uma irmã que não se importou de abandonar e prejudicar a sua própria irmã acaba por se transformar na força brutal da cura e do amor.
Somos governados pela inveja, somos capazes do pior.
Eu gosto muito desta pequena peça de teatro de Paul Claudel pelas implicações a um tempo humanas e sagradas que tem. A frase que mais perto do fim cabe a Violaine, “perdoem-me se fui feliz” é avassaladora. A cobiça, inveja e ciúme de uma irmã que não se importou de abandonar e prejudicar a sua própria irmã acaba por se transformar na força brutal da cura e do amor.
Somos governados pela inveja, somos capazes do pior.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
MF25. Anne Brigman, 1869-1950 (EUA)
Estudou e dedicou-se à pintura numa primeira fase da sua vida artística. A partir de 1902 entregou-se à fotografia com tal fervor e resultados que Stieglitz a convidou desde logo a integrar o famoso movimento da Photo-Secession, o que veio a consumar-se em 1906. O nu feminino deu-lhe fama, mas a realização verdadeira alcançou-a na natureza, particularmente nas terras ainda inóspitas e pouco visitadas de Sierra Nevada. Câmara de grande formato, tripé pesado às costas e roupa para muitos dias, eram frequentes as suas saídas. Há muito mistério em todas as imagens da artista, a maioria em torno da simbólica pagã.
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