sábado, 12 de março de 2016

MF3. Dorothea Lange, 1895-1965 (EUA)

As migrações, a maternidade, expressões extremas, retratadas de forma eterna.

MF2. Cindy Sherman, 1954- (EUA)

Utilização impressionante da cor e texturas. Tem ainda o recorde de valor de venda de uma fotografia em leilão. Foi com esta foto. Cerca de 4 milhões de USD.

MF1. Frances McLaughlin-Gill, 1919-2014 (EUA)

Morreu a 23 de Outubro - dia do ano importante para mim - e, se ainda hoje são muito poucas as fotógrafas de moda, quando aos 24 anos foi a primeiríssima a assinar um contrato com a Vogue, eram praticamente inexistentes. Renunciou ao modelo estático, cénico e “perfeito”, inaugurando um estilo mundano, alegre e directo com o seu trabalho. Ainda hoje permanece como exemplo da área, à escala mundial.

domingo, 6 de março de 2016

Si tú y yo, Teresa mía, nunca

Si tú y yo, Teresa mía, nunca
nos hubiéramos visto,
nos hubiéramos muerto sin saberlo:
no habríamos vivido.

Tu sabes que morirse, vida mía,
pero tienes sentido
de que vives en mí, y viva aguardas
que a ti torne yo vivo.

Por el amor supimos de la muerte;
por el amor supimos
que se muere; sabemos que se vive
cuando llega el morirnos.

Vivir es solamente, vida mía,
saber que se ha vivido,
es morirse a sabiendas dando gracias
a Dios de haber nacido.

Miguel de Unamuno

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Porquê, Umberto Eco?

Tenho pena quando vejo partir gigantes como Umberto Eco, mas mais pena ainda do tempo que ele desperdiçou nas muitas oposições que fez a Jorge Luís Borges. O Nome da Rosa está pejado da ironia mais grosseira ao génio sulamericano. Basta atentar no nome do velho cego que punha veneno nas páginas de alguns livros. Nunca entenderei, de infantil e primário que é.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Magma é pedra. Pedra é magma.

15.04.23

Magma é pedra. Pedra é magma.
Uma e outra são nada sem o que as faz ser,
Viajantes em fusão sem se mexer
Incandescência fria, gelo ardente
Carrocel sem eixo, cubo sem aresta, dentro sem fora.
Magma.
Pedra é vontade, magma é memória.
Tudo se transforma no mesmo e por isso tudo é inteiramente novo,
Impossível intervir, máquina imparável; Cosmos privado.
Proibido não fixar com data e lugar os pequenos incidentes,
Dos maiores alguém saberá, cordas de água, flechas de ar, colisões-difusão.
Há dias em que palavra que à porta. Alma magma,
Liberdade pedra.
Monumento colosso invisível, paz texto que nunca ninguém leu, porque nunca existiu.

Hoje é carta.

Hoje é (finalmente) pragma.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Faz hoje um ano.

Faz hoje um ano que a chuva lá fora.
Duendes fadas e moções,
Acasos e fecho de interrupções.
Dia de verdade mar rio e ria.
Não tenho ninguém aqui, disseste.
O coração dele fraco abandónico.
Ajuda-me, não devo, o que puderes.
Cuidados intensivos.
Nós, um drama anterior,
Verdade especial e particular.
Sabia exactamente o que me irias fazer.
O que já tinhas feito.
Subir, querer, fingir, esquecer.
Atestado de estupidez.
Mas praia do tubarão, noite suave.
As baterias e tudo a falir,
E não entendeste.
Dia seguinte amargo, como sempre.
Mas ainda bem.
Ainda bem que tudo ainda bem.